Os Bébés em Berçario e Creche – O Papel do Educador
Author: Raquel Martins
Quando os bebés nascem, captam pouco do mundo que os rodeia e compreendem ainda menos. Como os seus sentidos não estão focalizados, eles olham sem perceber o que vêem e ouvem sem entender o que significa o som.
Nas primeiras semanas de vida, nem sequer se apercebem de que estão separados do mundo à sua volta. Não sabem controlar nem o corpo nem o mundo.
Antes de um bebé saber descobrir o seu mundo, precisa de saber onde termina o seu corpo e começa o resto do mundo. Para isso, tem de perceber primeiro o que pode fazer para que as coisas aconteçam, o que seria mais fácil se pudesse controlar o que o seu corpo faz.
Todavia quando o bebé nasce, já possui um conjunto de reflexos que demonstram o seu instinto natural de sobrevivência. Todos estes reflexos desaparecem por volta dos três meses, pois caso contrário, o seu desenvolvimento ficaria comprometido e as novas capacidades não poderiam surgir.
A melhor forma de ajudar e encorajar o desenvolvimento do bebé é através dos sentidos – visão, audição, tacto, olfacto e paladar – porque estes são os meios que utilizará para explorar o mundo antes de se poder movimentar nele sozinho.
Durante os primeiros meses, os bebés pouco mais fazem do que dormir e comer, mas de vez em quando começam a surgir traças da sua personalidade.
Entre os dois e os três meses, o bebé já é capaz de fazer mais coisas e está cada vez mais interessado pelo mundo. A criança bate nos objectos, leva a mão à boca e agarra um brinquedo. Em breve, o bebé percebe que é ele próprio a fazer o barulho com a boca.
Entre os três e os seis meses, o bebé segura no brinquedo e explora-o com as mãos e a boca. Bater e atirar brinquedos parece ser uma resposta universal.
Entre os seis e os nove meses um dos feitos mais importantes dos bebés é conseguir mudar de posição. Conseguem rolar em ambas direcções, sentar-se sem ajuda, sentar-se e virar (sem cair), passar da posição de bruços para a posição de sentado e por fim levantar-se.
Durante estes meses, os bebés dão enormes passos cognitivos à medida que se apercebem do mundo que os rodeia. Entre os nove e doze meses, os bebés parecem estar sempre em movimento.
Os brinquedos de empurrar e puxar são também úteis pois dão à criança algo a que se pode agarrar, dando apoio.
Os bebés estão assim a aprender habilidades novas e a conseguir mover-se e a tentar descobrir como é que as coisas funcionam através de exploração.
É função do Educador de Infância, planificar e criar todas as condições necessárias para estimular o desenvolvimento dos bebés, nunca esquecendo que cada bebé tem o seu próprio ritmo.
Os primeiros anos são fundamentais para a formação da personalidade do bebé. Será papel do educador ajudá-lo a seguir em frente e caminhar com ele na apaixonante aventura de crescer.
Qualquer bebé transforma um objecto – por mais estranho que pareça – num brinquedo.
Fonte: Programação e planificação na creche 0-1 ano: Bola de Neve
Desenvolvimento Psicomotor em Creche
Author: Raquel Martins
Objectivos:
Maior autonomia física
Aquisição da marcha, correr, subir, descer, saltar, vestir, despir
Aquisição de maior controlo e coordenação motora
Conhecimento dos espaços, permitindo para isso uma exploração activa dos objectos
Estimular a percepção auditiva, táctil, visual, gustativa e olfactiva
Conhecimento do seu esquema corporal de forma a saber nomear as várias partes do corpo
Boa preensão do lápis, colheres, etc.
Estratégias:
Andar de cavalinho, triciclo
Fazer brincadeiras livres
Fazer modelagem (massa), desenho, rasgagem
Imitar os animais a andar
Fazer comboios e rodas
Fazer jogos de movimento
Fazer jogos de encaixe
Deixar a criança comer sozinha
Dar revistas e livros à criança para manusear
Colocar um espaço com material (obstáculos) que a criança possa transpor de diversas formas: escorrega, mesas, cadeiras, almofadas…
Estimular o Bebé dos 0 ao 1 mês
Author: Raquel Martins
Fale-lhe e dê uma massagem ao bebé enquanto o limpa;
Quando o bebé estiver despido, permita-lhe mover livremente as pernas e os braços;
Coloque um dedo na mãozinha do bebé para que o aperte, e se o fizer, erga a mão para que faça força;
Segure-lhe nos braços com suavidade e movimente-lhos para cima e para baixo;
Com o bebé deitado de costas, agarre nas suas mãozinhas e puxe até sentá-lo;
Coloque o bebé de barriga para baixo, e empurre com a mão um pezinho para a frente;
Aproveite o momento da alimentação para fazer-lhe carinhos: tocar-lhe nos bracinhos, nas mãozinhas e nos dedinhos um por um, cantar-lhe, repetir-lhe sons;
Deite-o em posições diferentes;
Cuide do seu sono, mas procurando que se habitue a dormir com os ruídos habituais, assim como a estar com outras pessoas;
Movimente a chupeta na sua boca para que exercite o movimento de chuchar;
Mostre-lhe um objeto de cores vivas e mova-o lentamente para que o siga com o olhar;
Coloque um móbile no berço;
Embale-o suavemente e pegue-o ao colo do lado esquerdo e do direito.
Desenvolvimento da Linguagem em Creche
Author: Raquel Martins
Objectivos:
Aumento do vocabulário
Ser capaz de associar o objecto ao nome
Ter compreensão de tudo o que ouve
Ter conhecimento verbal do seu corpo, objectos, alimentos, vestuário, brinquedos, animais, acções e noção de espaço
Ter maior capacidade de atenção e de memória
Estratégias a utilizar:
Chamar cada criança e adulto pelo seu nome
Articular correctamente as palavras
Falar durante as brincadeiras
Estimular os gestos simples: palmas, adeus, etc.
Ser expressiva a falar
Pedir favores simples: objectos que a criança conhece
Cantar canções, histórias e lenga-lengas
Imitar sons
Repetir várias vezes perguntas simples
Encher e esvaziar caixas com objectos diferentes, nomeá-los e pedir à criança que os nomeie
Incentivar a criança a brincar com jogos e fantoches
Desenvolvimento Sócio-Afectivo e Intelectual em Creche
Author: Raquel Martins
Objectivos:
Respeitar a individualidade de cada criança
Estabelecer uma boa relação com a criança
Proporcionar um ambiente calmo e seguro
Desenvolver o respeito pelo outro (saber esperar pela sua vez)
Dar resposta a curiosidade da criança
Dar liberdade de escolha
Aquisição de regras simples
Aquisição de hábitos de cortesia
Desenvolver a autoconfiança e a autonomia
Estratégias a utilizar:
Ajudar a criança a tolerar as ausências da mãe, permitindo-lhe os objectos transitivos (chucha, fralda, boneco, …)
Estimular as palavras de cortesia: Olá, Bom Dia, Adeus, …
Deixar que a criança realize acções que a divirtam: encher, esvaziar, desmanchar, …
Criar espaços variados e seguros para que a criança brinque
Contar histórias, canções e lenga-lengas
Em Creche…
Author: Raquel Martins
Não existem jogos nem actividades especiais em si próprios. O calor e a afectividade que as envolvem é que contam. Os bebés sentem o encorajamento para aprender, experimentar e apreciar, como sentem o contrário e se tornam apáticos.
As actividades dos bebés devem ser integradas na estrutura dos contactos naturais com eles. Eles quererão aprender e mostrar-se-ão interessados em tudo o que se passa à roda e sobretudo sentir-se-ão encorajados para serem activos e curiosos.
A conduta dos adultos é um modelo para a conduta das crianças. A criança pequena é naturalmente imitadora e apodera-se facilmente dos procedimentos que usamos a seu respeito e torna-se nervoso e irritável se não temos em conta as suas necessidades. Se os adultos são calmos e afectuosos para com ela, a criança responderá no mesmo tom.
Se a criança está apreciar qualquer coisa e deseja continuar, não deve ser interrompida. Não se deve forçara criança a mudar de actividade, apenas porque pensa que é altura dela fazer outra coisa. Deve-se deixar ter a experiência repetida de ser capaz de completar uma actividade e satisfazer completamente a sua curiosidade acerca de um objecto. A sua capacidade de atenção será maior se lhe for permitido seguir o seu próprio ritmo e interesse
Objectivos em Creche
Author: Raquel Martins
A creche organiza actividades adequadas ao bom desenvolvimento da criança nesta faixa etária, das quais apresentamos alguns exemplos e as respectivas finalidades:
Canções – Memorização, linguagem, ritmo, gosto pela música, disciplina;
Lenga-lengas – Exploração dos sons e ritmos, expressão através da linguagem oral, gestual e corporal
Pintura com dedo, mãos e pés – Exploração de diferentes materiais, cores, formas e texturas, controlo da motricidade, gosto estético
Jogos – Compreensão de regras, socialização
Modelagem – Controlo da motricidade, capacidade de exploração
Rasgagem e colagem – Motricidade, autonomia, iniciativa
Histórias – Descoberta de si e do outro, linguagem verbal e não verbal, imaginação
Fantoches – Concentração, visualização
Brincadeira livre e orientada – Socialização autonomia, liberdade de escolha
Actividades em Creche
Author: Raquel Martins
Os bebés e as crianças pequenas estão sempre dependentes do contacto humano, de se lhes falar, da atenção que lhes dá e da ternura com que recebem.
Os amplos processos de aprendizagens que se realizam nesta fase da vida, só podem ser accionados no calor seguro de uma relação harmoniosa entre pais, educadoras e crianças.
Por isso é muito importante:
Habituação ao contacto e necessidades de contacto através da proximidade corporal, carícias sempre repetidas de olhar para ela, conversar com ela, bem como a sua integração no mundo das coisas.
Educação da audição e da atenção através de sons barulhentos (vozes, campainhas, pandeiretas, etc.) que mais tarde virão em direcções diferentes, com alturas e sequências de sons diferentes. Estimulação da própria produção de ruídos (bater palmas, sons de roca, etc.)
Educação da visão e da atenção através de estímulos luminosos e em movimento, através de objectos com formas simples e cores nítidas (bolas, rocas, etc.), para isso é conveniente limitarmo-nos a poucos objectos que mostraremos muitas vezes. Mais tarde poderemos acrescentar outros objectos mais pequenos, bem como imagens simples.
Exercícios de movimentos bucais, sucção, lombar, mastigar (mais tarde, quando se dão alimentos sólidos) e igualmente fazer brincadeiras com sopro.
Ensinar a apalpar, mexendo em vários objectos com a mão (ao principio será conduzida).
Exercícios para a movimentação das mãos, com estimulação para agarrar, dar a mão, bater palmas, dizer adeus, bater à porta, atirar uma bola, fazer construções, chapinhar, atirar com coisas, fazer brincadeiras simples com os dedos, etc.
Educação para a movimentação do corpo, levando os movimentos espontâneos a adaptarem-se a um dado ritmo com uma pandeireta cantando; rastejar, rebolar-se, endireitar-se, pôr-se em pé, andar de mão dada. A articulação da criança através dos exercícios de “ginástica” rítmica tem uma importância muito especial.
Preparar a capacidade de comunicação da criança chamando-a pelo seu nome próprio, dizendo-lhe palavras ternas, dizendo o nome das pessoas e coisas e falando-lhe incansavelmente durante todas as actividades.
Estímulo para fazer ritmos: em conjunto e para cantar sons e melodias. “Ensinar” a criança progressivamente a empregar palavras determinadas para exprimir os seus desejos, ao pedir determinado objecto, repetindo incansavelmente as palavras e tendo as reacções apropriadas.
Habituar a criança a pouco e pouco a beber pelo seu copo e a comer com a colher.
Habituar a criança a ter um determinado ritmo de vida.
Fazer surgir e aprofundar estímulos emocionais, como alegria, confiança, bem-estar, etc. dando à criança possibilidade de fazer experiências, exteriorizando sentimentos, deixando-a participar e aprovando os seus esforços.
Tudo o que se faça terá sempre que ser adaptado à maneira de ser da criança.
Mostrar à criança como se faz, fazê-la colaborar e estimular a sua participação e iniciativa.
Todas as capacidades adquiridas devem ser incansavelmente exercitadas e repetidas. Tudo o que queremos “ensinar” de novo deverá ser incorporado somente através de pequenos passos.
Todas as “ordens” que se dão, bem como os estímulos de aprendizagem deverão ser simples, calmos mas enérgicos.
É muito importante que a criança conheça e brinque com objectos que há em todas as casas (tigelas, colheres de pau, molas de roupa, botões, papéis, etc.).
Além disto são necessários materiais como bolas, argolas para morder, bonecos de pano laváveis, cestinhos, bolsas, livros de imagens e mais da vida de todos os dias.
FONTE: http://educacaodeinfancia.com/category/creche/
"NÃO CORRA ATRÁS DAS BORBOLETAS, PLANTE UMA FLOR NO SEU JARDIM E TODAS AS BORBOLETAS IRÃO ATÉ ELA." (D. ELHERS)
domingo, 18 de outubro de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Relatório de Prática Docente

OS DEZ ASPECTOS – CHAVE DE UMA EDUCAÇÃO INFANTIL DE QUALIDADE, SEGUNDO ZABALZA.
Relatório de Prática docente, realizado na Creche XXX situada no Município do Rio de Janeiro e na turma de Educação Infantil da Escola Municipal XXX situada no município de Duque de Caxias apresentado pela aluna Cecília Maria Barros de Alcântara, em cumprimento da disciplina Prática Docente VII, na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (UERJ).
INTRODUÇÃO
“A função da escola maternal não é ser um substituto para uma mãe ausente, mas suplementar e ampliar o papel que, nos primeiros anos da criança, só a mãe desempenha. Uma escola maternal ou jardim de infância, será possivelmente considerada, de modo mais correto, uma ampliação da família ‘para cima’, em vez de uma extensão ‘para baixo’ da escola primária.”
(WINNICOTT, 1982, p. 214)
A Educação Infantil surgiu quando as mulheres precisaram buscar seu espaço no mercado de trabalho. Por isso, a educação das crianças de 0 a 6 anos desempenha um importante papel social. Entretanto, não pode ser considerada substituta das mães, o que acarreta uma confusão de papéis acerca da função da Educação Infantil. Por um lado, provoca uma desvalorização dos profissionais que atuam neste nível de ensino; considerando-se que estes educadores não precisam de uma sólida formação teórico-prática, basta que saibam cuidar adequadamente do bem-estar físico das crianças, evitando sujeira, doença ou bagunça. Por outro lado, considera-se que esta é uma “extensão para baixo” da escola fundamental, onde as crianças devem ser treinadas para o acesso à primeira série. Os educadores, desta forma, também não precisam de sólida formação (são menos qualificados que os de outros níveis de ensino), e devem ser mais sóbrios na relação com as crianças, para facilitar a adaptação destas na 1ª série.
Já no Brasil, essa expansão ocorre da mesma forma que no mundo nas últimas décadas, acompanhando a intensificação da urbanização, a participação da mulher no mercado de trabalho e as mudanças na organização e estrutura das famílias. Por outro lado, a sociedade está mais consciente da importância das experiências na primeira infância, o que motiva demandas por uma educação institucional para crianças de zero a seis anos.
O atendimento institucional à criança pequena, no Brasil é pautado atualmente, na política da ¨escola é para todos¨. Com isso, há uma maior demanda de creches e escolas de Educação Infantil no nosso país, procurando atender as crianças nessa faixa etária.
Atualmente, essa preocupação ocorre devido a preocupação com o desenvolvimento cognitivo em relação ao processo de aprendizagem que as experiências educacionais podem proporcionar as crianças neste tipo de instituição.
Assim, segundo o REFERENCIAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL, a instituição de educação infantil deve tornar acessível a todas as crianças que a freqüentam, indiscriminadamente, elementos da cultura que enriquecem o seu desenvolvimento e inserção social. Cumpre um papel socializador, propiciando o desenvolvimento da identidade das crianças, por meio de aprendizagens diversificadas, realizadas em situações de interação.
Na instituição de educação infantil, pode-se oferecer às crianças condições para as aprendizagens que ocorrem nas brincadeiras e aquelas advindas de situações pedagógicas intencionais ou aprendizagens orientadas pelos adultos. É importante ressaltar, porém, que essas aprendizagens, de natureza diversa, ocorrem de maneira integrada no processo de desenvolvimento infantil.
DESENVOLVIMENTO
O presente relatório foi feito durante estágio realizado na Creche Municipal XXX no município do Rio de Janeiro.
A Creche Municipal XXX, possui um efetivo de 140 alunos, com idades variando de oito meses a quatro anos, instalada neste local desde o governo do então prefeito da época, srº Luiz Paulo Conde.
Esta instituição liderada por sua diretora Srª XXX, está construindo o PPP que está embasado nos livros, A prática do planejamento participativo¨ de Danilo Gandin e ¨Planejamento na sala de aula¨ de Danilo Gandin e Carlos L. Carrilho Cruz.
A constatação de que ainda hoje existem pré-escolas permitindo o uso de livros e exercícios gráficos, cuja única preocupação é a de treinar a coordenação motora, é uma realidade. Felizmente, em contra partida, há um número cada vez maior de educadores que vem se libertando dessas práticas mecanicistas, eles sabem que a repetição de exercícios descontextualizados, para desenvolver a ¨coordenação motora fina¨, não é o melhor caminho para se chegar ao conhecimento das capacidades intelectuais envolvidas na aprendizagem da leitura e da escrita. Sabem que aprender matemática não é decorar a tabuada, mas construir cognitivamente a noção de número e trabalhar inteligentemente com ele.
Dessa forma, a instituição em que foi feito o relatório não leva em conta esse tipo de metodologia, tendo sua base numa filosofia ligada à integração entre os aspectos sensíveis, afetivos, estéticos e cognitivos, assim como a promoção de interação e comunicação social via linguagem musical. Segundo sua diretora, o exercício do cantar e do brincar, são imprescindíveis para que as crianças se percebam, se expressem e se movimentem de forma global no decorrer do seu desenvolvimento.
1 – Organização dos espaços:
Sendo esta, uma instituição de educação do Município do Rio de Janeiro, correspondem as necessidades básicas como; salas amplas e arejadas, banheiros de fácil acesso e adaptados aos pequenos usuários, área de circulação em volta do edifício ampla espaçosa, etc, tudo isso levando em conta as questões econômicas.
2 – Equilíbrio entre iniciativa infantil e trabalho dirigido:
Aqui, percebe – se o papel do professor/recreador, que puxa para si a responsabilidade de planejar e orientar as atividades levando em conta a criança a descobrir uma relação de mediação entre ela mesma e o grupo a qual está inserida, aprendendo a respeitar e ser respeitada.
3 – Atenção privilegiada aos aspectos emocionais:
Nesta categoria, as atividades são elaboradas para respeitar a dinâmica da construção do conhecimento da criança e sua própria ação sobre o meio. Isso ocorre por exemplo quando há o intermédio nas questões das relações humanas ocorridas no cotidiano da sala de aula, nas dramatizações onde a criança vive diferentes personagens, etc.
4 – Utilização de uma linguagem enriquecida:
Esta proposta é diariamente estimulada, pois em todo momento ocorrem atividades intermediadas por músicas, histórias, etc, o simples ato de se expressar tanto verbalmente como corporalmente, fica evidente neste contexto visitado. A música acontece quando se faz uma atividade, quando se vai para as refeições, na higiene corporal, na hora do soninho, se ri, se chora, etc.
5 – Diferenciação de atividades:
No que diz respeito ao planejamento das atividades, este é feito de maneira a ser cumprido a risca sempre considerando as necessidades básicas de acordo com a faixa etária das crianças.
6 – Rotinas estáveis:
A rotina acontece todos os dias e está estruturada diversas vezes durante o dia, sendo que, alguns horários são pré-estabelecidos, são os que acontecem na chegada que deve ser com carinho, nas refeições, no banho, etc. já os horários flexíveis que envolvem apenas os alunos e o professor, esta ocorre quando há a chamada, jogos coletivos, contação de histórias rodinha, etc.
7 – Materiais diversificados e polivalentes.
Todos os itens desta categoria são utilizados pelo professor/recreador em sua prática diária, mas o recurso do jogo pedagógico foi pouco utilizado no período de tempo de estágio. Os exemplos que mais vi foram; construções de sucata que segundo a diretora valoriza a construção de conhecimento na criança.
8 – Atenção individualizada a cada criança.
Nas turmas visitadas, apesar do número de ser em torno de vinte, a atenção individualizada a cada criança é feita no que diz respeito a uma preocupação global procurando perceber a interação entre cada aluno e o grupo, a cooperação, partilha, atividades, etc.
9 – Sistema de avaliação, anotação, etc.
Nesta instituição, todos esses itens são cobrados e questionados das recreadoras como de qualquer professor do ensino regular. A cada dia estão registradas as ocorrências mais relevantes, já no berçário, os relatórios são muito detalhados e individuais, onde cada criança tem o seu diário com ocorrências de questões como; alimentou – se normalmente, choro, mordida, febre, entre outros.
10 - Trabalho com pais e mães e o meio ambiente.
A interação se dá quando os pais levam as crianças até suas salas, infelizmente, este não ocorre de maneira eficiente, pois, os pais ainda pensam na creche como um lugar para deixarem suas crianças e irem trabalhar, a direção procura dialogar e conviver com essas diferenças.
A diretora XXX, procura manter um bom relacionamento com os pais de seus alunos, sempre os acionando para colaborarem e estenderem ao ambiente familiar os exercícios que são desenvolvidos no ambiente escolar. Sempre que se percebe alguma variação ou peculiaridade nos seus alunos, recorre aos pais para investigar as razões e juntos buscarem soluções.
CONSIDERAÇÕES FINAIS.
Educação Infantil, primeira etapa escolar da vida humana, uma base... uma marca que ficará por toda a vida, uma preocupação primordial do futuro cidadão que se quer formar; identidades autônomas, conscientes, críticas, mas também felizes.
Pluralidades e singularidades a serem trabalhadas com responsabilidade, conhecimento e dedicação. Tudo bem planejado, organizado e ajustado as diferenças.
Relações familiares, ponto principal de mediação dessa engrenagem escolar que não pode se omitir nem ser esquecida.
E por fim, esse pequeno ser que desabrocha com entusiasmo e imaginação; cujo desejo é brincar, ser amado, ter atenção e cuidado; necessita de uma educação de qualidade que lhes transmita segurança como um pilar de apoio para uma estrutura de formação contínua humana.
Sendo assim, acreditamos que as instituições observadas, bem como seus profissionais também têm se esforçado para cumprir a árdua tarefa de base de uma educação calçada em princípios que privilegia a criança como ser pensante, capaz e transformador da sociedade em que vive.
Marcadores:
Educação Infantil,
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Pedagogia
domingo, 16 de agosto de 2009
PLANEJAMENTO SEMANAL

Este planejamento está articulado para crianças na faixa de idade de 1,5 ano até 2,5 anos. Quem quiser utilizá-lo é só adequá-lo aos conteúdos que a escola pede.
PLANEJAMENTO SEMANAL
SEGUNDA-FEIRA
• Música: Se essa rua fosse minha.
• Conversa informal sobre o fim de semana;
• Poesia: Ser criança!
• Reescrita da poesia com as crianças no blocão
• Pintura livre com técnica do assopro com canudos;
• Pátio com brincadeiras livres e dirigidas;
TERÇA-FEIRA
• Música: Se essa rua fosse minha.
• Conversa informal;
• História: Um dia de Sol;
• Interpretação da história;
• Desenho livre da história;
• Contorno do nome com giz molhado;
• Confecção de cracha com o nomes;
• Pátio;
QUARTA-FEIRA
• Música: Se essa rua fosse minha.
• Conversa informal;
• Folhear revistas, identificar a letrinha do nome, retirá-la e colar em folha de papel ofício;
• Brincar de massinha;
QUINTA-FEIRA
• Música: Se essa rua fosse minha.
• Conversa informal;
• História: Branca de neve;
• Linguagem oral: Recontar a história;
• Nome próprio: Pintar livremente o desenho do nome;
• Ler historinhas;
SEXTA-FEIRA
• Música: Se essa rua fosse minha.
• Conversa informal;
• História: Franklin tem medo do escuro;
• Reescrita da história com os alunos;
• Pátio: Jogo das fitas coloridas (As crianças deverão andar ao lado da fita colada no chão para não pisá-la. Fita azul – andar de frente, fita amarela – engatinhar, fita vermelha – andar em um pé só, fita branca – andar com as pernas entre a fita, etc)
SEGUNDA-FEIRA
• Música: Sabiá;
• Conversa informal;
• Manusear jornais e revistas, rasgá-las, amassá-las e depois jogá-las para o alto. Após isso, fazer o contorno do corpo de uma criança e colar os pedaços de papel formando uma figura;
• Escrever as partes do corpo na figura;
• Brincar de jogos de encaixe;
TERÇA-FEIRA
• Música: Sabiá;
• Conversa informal;
• Pesquisa e jornais e revistas sobre figuras humanas e colar em folha de ofício;
• Escrever as partes do corpo na figura;
• Ler historinhas;
QUARTA-FEIRA
• Música: Sabiá;
• Conversa informal sobre tipos de brincadeiras;
• História: O canto do sabiá;
• Desenhar sobre a história em folha de papel ofício;
• Brincar de massinha;
• Pátio: Brincar;
QUINTA-FEIRA
• Música: Sabiá;
• Conversa informal sobre as brincadeiras dos tempos antigos;
• Pesquisa coletiva: Procurar em jornal ou revista a letrinha inicial do nome próprio, colar em folha de papel e depois escrever as letras do nome que faltam;
• Dançar;
SEXTA-FEIRA
• Música: Sabiá;
• Conversa informal sobre brincadeira de roda;
• Poesia: As borboletas;
• Reescrita dapoesia com os alunos trocando e acrescentando as cores e das borboletas;
• Pátio: Jogos recreativos – Passar a bola, passar em baixo e em cima da corda, pular corda, pular amarelinha, etc;
SEGUNDA-FEIRA
• Música: O pato
• Conversa informal sobre o fim de semana;
• Poesia: Jogo de bola;
• Cofecção de cartaz sobre a poesia;
• Pintura livre com giz de cera;
• Pátio com brincadeiras livres e dirigidas;
TERÇA-FEIRA
• Música: O pato;
• Conversa informal;
• História: Festa no céu;
• Interpretação da história;
• Desenho livre da história;
• Contornar o nome com cola colorida;
• Pátio - Brincar;
QUARTA-FEIRA
• Música: O pato;
• Conversa informal sobre animais domésticos e selvagens;
• Folhear revistas, identificar animais domésticos e selvagens, retirá-los e colar em folha de papel ofício;
• Brincar de massinha e tentar formar animais;
QUINTA-FEIRA
• Música: O pato;
• Conversa informal;
• Poesia: A galinha do vizinho;
• Trabalhando a noção de números com a quantidade de pintinhos;
• Pintar os pintinhos (especificar a quantidade)
• Nome próprio: Moldar com massinha as letras do nome;
• Ler historinhas;
SEXTA-FEIRA
• Música: O pato;
• Conversa informal;
• Cofecção de cartaz sobre os animais domésticos e selvagens;
• Pátio: Brincar de brinquedos;
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
PROJETO - DIA DOS PAIS E FOLCLORE

AGOSTO⁄2009
PROJETO: NO TEMPO CERTO FAREMOS…
TEMA: PAIS E FOLCLORE
OBJETIVO GERAL: Promover, resgatar, vivenciar e valorizar as manifestações da cultura popular brasileira dando importância ao folclore e a comunidade. Também reconhecer as qualidades dos pais valorizando a figura paterna;
DESENVOLVIMENTO: Conversas informais, rodinhas, atividades com materiais recicláveis, atividades com músicas e danças, brincadeiras dirigidas, montagem e contação de histórias, recorte e colagem, desenhos para colorir, textos informativos, produções textuais, pesquisas, murais, dobraduras, parlendas, trava-línguas, contos, lendas, brincadeiras folclóricas, etc.
CULMINÂCIA: Todas as atividades trabalhadas neste período serão entregues junto com as atividades trabalhadas no mês de setembro que deverá ser no dia 02/09 (sexta-feira) aos pais.
OBS: Datas importantes que deverão ser lembradas durante este mês:
03/08 - Dia do Capoeirista
05/08 - Dia Nacional da Saúde
11/08 - Dia da Televisão e Dia do Estudante
12/08 - Dia Nacional da Artes
15/08 – Comemoração Dia dos Pais – Café da manhã
22/08 - Dia do Folclore
24/08 - Dia da Infância
25/08 - Dia do Soldado
29/08 - Dia Nacional do Combate do Fumo
RODA DE CONVERSA:“No ambiente escolar o folclore brasileiro pode e deve ser apresentado e desenvolvidos com a criança. Partindo desse pressuposto, o trabalho com o folclore pode propiciar uma vivência rica e proveitosa para os alunos, em especial aqueles inseridos na Educação Infantil e início do Ensino Fundamental. Assim, respeitando e considerando a faixa etária escolar, considerando que o folclore infantil brasileiro e da memória cultural popular, é fundamental que estes sejam apresentadas até mesmo para garantir a preservação da cultura, também o trabalho com jogos folclóricos favorece a entrada da criança no meio social de forma lúdica, podendo ensinar, regras, rituais, fatores esses indispensáveis para o desenvolvimento cognitivo, lúdico e social.”
Pedagoga Cecília Alcântara
MODELO DE COLÔNIA DE FÉRIAS


COLÔNIA DE FÉRIAS DE JULHO
PROGRAMAÇÃO
20 - Atividades Recreativas com jogos de competição;
21 – Cineminha na creche – Oficina de jornal;
22 – Karaokê (Qual é a música?) – Oficina Trabalhando com palitos de picolé 23 – Passeio ao Parque da Cidade
24 – Atividades Recreativas – Oficina de Origami;
27 – Oficina e teatro de fantoche (Peça com os fantoches confeccionados durante a oficina (15:00h)
28 - Atividades Recreativas⁄Oficina de pintura e jogos pedagógicos;
29 - Cinema no Shopping – 10:00h
30 – Atividades recreativas com gincanas e Oficina de poesia;
31 – Concurso garoto e garota colônia e Vídeo e Festa de Encerramento com exposição dos trabalhos feitos durante a Colônia;
OBJETIVOS DAS ATIVIDADES
• Passeio ecológico e Educação Ambiental no Parque da Cidade: (Conscientização sobre a Educação Ambiental com a Equipe de Professores e auxiliares da creche) Esta atividade é feita com a ajuda dos professores e auxiliares que aproveitam o passeio para fazer competições do tipo: caça lixo (cada um tem um saquinho e a equipe que conseguir pegar mais lixo vence os pontos), a equipe que encontrar mais pássaros ou espécies de bichos diferentes ganha os pontos, a equipe que contar melhores piadas, músicas pelo caminho, etc…
• Oficinas instrutivas: (Atividades pedagógicas com Origami, jornal, pintura, poesia) Estas atividades colaboraram para o desenvolvimento do potencial pleno de cada indivíduo, enfatizando a observação, a persistência, a meticulosidade, a concentração e atenção, a autoconfiança, o esforço pessoal, a coordenação motora fina e, sobretudo, a criatividade. Nestas oficinas a criança utiliza a imaginação e criatividade proporcionando agilidade com as mãos;
•Jogos pedagógicos e recreativos: (Jogos recreativos de cooperação e educativos pedagógicos)Geralmente, escolhemos os jogos, pois acreditamos que ele é indispensal para a interação social e essencial no desenvolvimento infantil. Os jogos pedagógicos tem o objetivo de fazer a criança criar, inventar, jogar, experimentar, construir o conhecimento, criação de regras, nortear habilidades e competências ampliando a percepção e inteligência e principalmente como lúdico e diversão;
ATIVIDADES
•Passeio ecológico ao Parque da Cidade, Trenzinho da Alegria (Passeio Cultural);
•Jogos Recreativos (brincadeiras coletivas diversas) e Esportivos (Queimada, Futebol, Pique - bandeira, etc)
•Oficinas de artes (Origami, reciclados, fantoches, pinturas, jornal, poesia, etc.)
•Salas de diversão: de jogos, dança do jornal, tv, vídeo, Karaoquê;
•Gincanas e Torneios (Caça lixo, Caça ao pássaro ou espécies de bichos diferentes, Caça ao tesouro perdido etc…)
•Concursos (Qual é a música?)) e desfiles (garoto e garota colônia)
•Caça ao Tesouro (atividades de surpresa)
•Encerramento e exposição dos trabalhos feitos durante a Colônia;
Programação semanal
CRIANÇAS DE 0 A 06 ANOS
Primeira semana
20 (seg) Abertura - Corrida ao Contrário O Pulo do Sapo, Tiro ao alvo com moeda, (CALMO) Torneio de Pique - bandeira, Corrida de dois, Balões voadores,Fui a feira (calmo)
21 (ter) Cineminha na creche – (Filme ainda a ser escolhido) Oficina de jornal - Confecção de porta retrato, confecção de jogo da velha
22 (qua) Karaokê (Qual é a música?) Atividades recreativas com gincanas (Corrida de saco, Pula sapinho, Rabinho atrás, Dança do jornal, Futebol,)
23 (qui)Passeio ao Parque da Cidade ou Passeio Cultural (Trenzinho da Alegria),Oficina de garrafa PET – Trabalhando o brinquedo
24 (sex) Atividades Recreativas – (Caça ao tesouro perdido, Jogo da argola, Acertar a lata, Queimada, Mamãe posso ir?, Cadê, achou? – bambolê com tiras de TNT coloridas - bebês), Oficina de Origami – (Confecção de animais, objetos com papel
Segunda semana
27(seg)Oficina de confecção de fantoches, Teatro com os fantoches confeccionados (Peça - 15:00h), Encaixe para bebês – Caixa dentro da outra caixa (bebês)
28 (ter)Oficina de pintura, Jogos pedagógicos (Jogo da memória – Quebra-cabeça,Jogo da velha, Trilha das rimas, etc.
29 (qua) Cinema no Shopping – 10:00h, Atividades Recreativas, Andando na linha, Agacha-agacha - Minhocão (bebês),
30 (qui)Oficina – Trabalhando com palitos de picolé, Oficina de Poesia – (Leitura e criação de poesias - Ex: Poesia da amizade, da brincadeira, da família (bebês) – Cada grupo será sorteado com um tema)
31(sex) Concurso garoto e garota colônia (Prêmios e faixas para os que desfilarem) e Vídeo (Filmes direcionados para crianças), Festa de Encerramento com exposição dos trabalhos feitos durante a Colônia;
OBSERVAÇÃO:
01) - A programação poderá ser alterada, devido a problemas metereológicos e⁄ou confirmação dos passeios externos, mas dentro do possível, comunicaremos aos pais e⁄ou responsáveis com antecedência;
02) - Nos dias de passeio será enviado no dia anterior comunicado com as explicações aos pais e/ou responsáveis;
03) - Para as crianças que não participarão das atividades de passeios externos teremos atividades recreativas no espaço da creche;
04) – No caso de chuva as atividades acontecerão no espaço da creche como, sala de vídeo, área externa e⁄ou salinhas.
ATIVIDADES RECREATIVAS
01 e 03 anos Oficinas de Desenho, Historinhas Infantis, Vídeos Infantis, Pintura no Rosto, Karaokê (Qual é a música?), Gincanas, Jogos Pedagógicos, Pula Sapinho, Dança da Almofada, Caça ao Tesouro, Pique-Esconde, Andando na linha, Agacha-agacha – Minhocão (bebês), Esconde-esconde (bebês), Acertar a lata, Pula sapinho, Rabinho atrás, Dança do jornal, Cadê, achou? – bambolê com tiras de TNT coloridas - bebês).
03 e 06 anos Oficinas de Desenho e Origami, Historinhas Infantis, Vídeos Infantis, Pintura no Rosto, Karaokê (Qual é a música?), Gincanas, Jogos Pedagógicos, Dia do Brinquedo, Brincadeiras Tradicionais: Dança do jornal; Caça ao tesouro perdido, Jogo da argola, Acertar a lata, Queimada, Corrida de saco, Pula sapinho, Rabinho atrás, Dança do jornal, Futebol, Pique - bandeira, Corrida de Dois, Balões voadores, Fui a feira (calmo), Corrida ao Contrário O Pulo do Sapo, Tiro ao alvo com moeda (calmo).Mamãe posso ir?,
quinta-feira, 4 de junho de 2009
PROJETO TIRA-FRALDAS

HORA DE LARGAR AS FRALDAS(?)
Desde o dia vinte e cinco de MAIO (26⁄05) começamos efetivamente o PROJETO TIRA-FRALDAS na turminha do Maternal da creche em que trabalho. Passamos um informativo para os pais que irão colaborar incentivando seus pequeninos nos momentos em que estiverem em sua presença. Quando as crianças estiverem na creche, a professora⁄educadora se tornará fundamental no processo de deixar as fraldas. A escola e os pais têm de estar em sintonia, no mesmo momento.
A parceria com os pais é fundamental para que este projeto seja sucesso. É preciso que a criança esteja pronta para isto, o que acontece só por volta dos dois anos. Também é necessário estar atento aos sinais que mostram que seu filho está preparado, como o fato de ele já perceber quando está com vontade de fazer suas necessidades fisiológicas (xixi ou cocô).
RETIRANDO AS FRALDAS NO MOMENTO CERTO
A retirada das fraldas só ocorrerá pouco a pouco, quando a criança começa a perceber que é capaz de controlar certas funções do organismo - entre elas, a do esfíncter que é um músculo do ânus e da bexiga, que, em geral, amadurecem entre os 18 e os 36 meses. Cabe aos pais ou no caso da criança estar na creche, manter a atenção e ficar de olho neste amadurecimento do pequenino. Pois é exatamente neste período que eles devem começar a ensinar ao bebê a abandonar as fraldas, introduzindo informações sobre o penico e o vaso sanitário, sempre sem deixar transparecer qualquer tom de obrigação e cobrança.
Por isso, recomenda-se iniciar o processo quando ele já tiver mais de dois anos. Porém, cada criança tem o seu "tempo". Respeite-o! Este rítmo deve ser respeitado, pois cada criança tem suas próprias características, personalidades e diferentes tipos de amadurecimento e desenvolvimento.
A escolha do momento certo: O ritual de iniciação
Não se pode treinar uma criança para retirar as fraldas até que ela esteja preparada fisicamente. Porém, assim que ela mostrar sinais de que é capaz (em termos de desenvolvimento) e revelar vontade emocional, aí o processo é bem rápido.
Segundo o site da Johnson & Johnson o processo da retiradadas fraldas deve ter um “ritual de iniciação” que deve ser da seguinte maneira:
*Convém deixar o troninho ou o peniquinho visível e disponível no banheiro durante alguns meses antes do início formal do treinamento, a fim de permitir que seu filho se acostume a se sentar nele e até, ocasionalmente, utilize-o com êxito, o que é um bom começo.
*Repare nos horários em que ele costumava sujar a fralda;
*Acompanhe-o sempre ao banheiro e espere no máximo 10 minutos, sempre tentando não deixá-lo impaciente;
*Caso não aconteça nada, não fique nervoso. É natural e faz parte do aprendizado.
*Deixe-o voltar aos afazeres e brincadeiras cotidianos, mas repita a tentativa mais tarde.
*Repita este passo a passo, ida a ida ao banheiro, até você notar a evolução de seu pequeno. Quando ele conseguir avisar que quer ir ao banheiro antes que as fraldas apontem para isso, dê os parabéns a ele.
*Do contrário, não o xingue ou repreenda. Se isto ocorrer transformará a ida ao banheiro em uma obrigação só vai piorar o desenvolvimento da criança. E esta deve ser uma fase gostosa e saudável, não é mesmo?
*Em caso de dúvidas, converse com seu pediatra. Ele é a pessoa indicada para responder todas as suas perguntas.
Estudos mostram que muitas crianças que iniciaram o treino para o banheiro antes dos 18 meses não completaram esse processo antes dos quatro anos, enquanto as que começaram por volta dos dois anos estavam totalmente adaptadas antes dos três.
O pediatra norte-americano T. Berry Brazelton, autor de Tirando as Fraldas (Editora Artmed), afirma que a transição da largada das fraldas dificilmente ocorre num passe de mágica. Algumas dicas devem ser levadas em conta neste processo para superar as possíveis dificuldades:
a) Primeiro retira-se a fralda diurna (depois que a criança estiver pronta, será o processo do noturno).
b) Mantenha o peniquinho sempre no mesmo lugar, de preferência no banheiro.
c) Observe os horários que seu filho faz cocô ou xixi e lembre-se de levá-lo ao banheiro nesses momentos. Também pergunte-o, mais ou menos a cada duas horas, se ele precisa ir fazer xixi. Observe se ele está "dançando" ou fechando as perninhas ou segurando as genitais com a mão. Este é um sinal de que ele está apertado, mas não quer deixar a brincadeira para depois.
d)Elogios são fundamentais neste momento, porém não exagere.
e) Não imponha punições, pois estas podem assustar e causar transtornos físicos, como a constipação como afirmam alguns pediatras. A melhor maneira é incentição. Acidentes são inevitáveis, mas serão poucos, se seu filho estiver preparado para se controlar. Lembre-se sempre de elogiar os esforços e as tentativas corretas e, quando ele falhar, mostre novamente a ele, com delicadeza, para que serve o peniquinho. Troque-o e não faça estardalhaço. Uma reação negativa pode deixá-lo ressentido e sem vontade de tentar de novo.
f) Algumas crianças ficam tão preocupadas com o destino do seu "produto", que relutam em abrir mão de fazer o cocô na fralda porque sofrem quando ele vai embora. Enquanto isso, deixe-a fazer na fralda, mas mostre qual é o lugar adequado do cocô, esvaziando a fralda no vaso. Se for preciso, faça um tchau, para a situação ficar mais divertida.
g) Se você acha que seu filho está pronto (e você também é claro!), chegou a hora
Finalmente, largar as fraldas e aprender a usar a privada não é tarefa fácil, nem para as crianças nem para os pais e muito menos para os professores. Essa é uma fase que envolve planejamentos e mudanças na rotina - afinal, ter de mandar dez cuecas ou calcinhas e dez shorts por dia para a escola do filho não é atividade corriqueira…
Especialistas advertem: os pais não devem pressionar os filhos a largar as fraldas. Afinal, tudo tem seu tempo. Mas eles devem preparar as crianças para esse momento.Os especialistas concordam que a retirada deve ser iniciada, no mínimo, quando a criança tiver o poder de locomoção e fala — ainda que sejam palavras básicas. A criança precisa saber pedir para ir ao banheiro ou avisar que está ‘‘suja’’ aos pais. Afirmam os pediatras. A partir desse momento, os pais ou as ‘‘tias’’ da escola podem iniciar o treinamento.
Portanto, pais e professores, estaremos sempre a postos a este processo que poderá ou não ser demorado, porém, terá de ser feito. Contamos com todos neste momento.
FONTES:
http://vilamulher.terra.com.br/mae-filhos-familia/materia/bebes/79-largar-a-fralda-qual-o-momento-certo.html
http://cybelemeyer.blogspot.com/2007/10/largar-as-fraldas-existe-um-tempo-certo.html
http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u376399.shtml
http://www.ebb.com.br/mostrar_dica.php?ref=682
http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1169&Itemid=63
BIBLIOGRAFIA
BRAZELTON. T. B, SPARROW. J. D. , Criança e a Higiene - Editorial Presença:2004
CHARLAT. B, Cocô no Trono, Editora: Companhia das Letrinhas:2006
GRIFFEY. H, Guia Passo a Passo para os Pais: Seu Filho de 2 a 3 anos
Editora: Publifolha, 2004
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