PARA QUEM ESTÁ TRABALHANDO DIRETAMENTE COM EDUCAÇÃO INFANTIL E PRECISA FICAR ATUALIZADA COM AS DIRETRIZES CURRICULARES NESTA MODALIDADE, O MEC DISPONIBILIZA ATUALIZAÇÕES CONSTANTES SOBRE O ASSUNTO. ACESSE O LINK PARA SABER MAIS E PODE-SE TAMBÉM DISCUTIR A TEMÁTICA COM OS AUTORES DOS TEXTOS. http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15860&Itemid=1096
Consulta Pública sobre Orientações Curriculares Nacionais da Educação Infantil
Debata com nossos consultores as Orientações Curriculares da Educação Infantil.
As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil, aprovadas em 17 de dezembro de 2009 determinam que cabe ao Ministério da Educação elaborar orientações para a implementação dessas diretrizes.
Visando atender essa determinação, a Secretaria de Educação Básica, por meio da Coordenação Geral de Educação Infantil, está elaborando orientações curriculares num processo de debate democrático e com consultoria técnica especializada sobre diferentes eixos e experiências da educação infantil.
O objetivo principal é contribuir com o trabalho do professor.
No período de 13 de setembro a 30 de outubro você pode enviar suas sugestões, críticas e propostas.
Os documentos preliminares estão à disposição de gestores, conselheiros, técnicos, professores, pesquisadores e da comunidade para consulta e colaboração.
Envie sua mensagem diretamente ao autor e com cópia para consultapublicacoedi@mec.gov.br
Leia abaixo os textos
O currículo na Educação Infantil: o que propõem as novas Diretrizes Nacionais?
Zilma de Moraes Ramos de Oliveira
As especificidades da ação pedagógica com os bebês.
Maria Carmen Silveira Barbosa
Brinquedos e brincadeiras na Educação Infantil
Tizuko Morchida Kishimoto
Relações entre crianças e adultos na Educação Infantil
Iza Rodrigues da Luz
Saúde e bem estar das crianças: uma meta para educadores infantis em parceria com familiares e profissionais de saúde.
Damaris Gomes Maranhão
Múltiplas linguagens de meninos e meninas no cotidiano da Educação Infantil
Márcia Gobbi
A linguagem escrita e o direito à educação na primeira infância
Mônica Correia Baptista
As crianças e o conhecimento matemático: experiências de exploração e ampliação de conceitos e relações matemáticas
Priscila Monteiro
Crianças da natureza
Léa Tiriba
Orientações curriculares para a Educação Infantil no Campo
Ana Paula Soares da Silva
Avaliações e transições na Educação Infantil
Hilda Micarello
"NÃO CORRA ATRÁS DAS BORBOLETAS, PLANTE UMA FLOR NO SEU JARDIM E TODAS AS BORBOLETAS IRÃO ATÉ ELA." (D. ELHERS)
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Você é disciplinado no trabalho?
Autor: Armando Correa de Siqueira Neto
Psicólogo e professor
Embora todos saibam o que quer dizer disciplina, vale a pena apresentá-la nos seus vários significados: “regime de ordem imposta ou mesmo consentida”. “Ordem que convém ao bom funcionamento de uma organização”. “Submissão a um regulamento”. A questão é: qual é o regulamento? Você tem um, pelo menos?
Repense a maneira como costuma executar as suas tarefas no trabalho. Será que existe algum método que torne a sua ação mais produtiva, com melhores resultados junto aos alunos? Você pode render mais fazendo as coisas de maneira organizada, aperfeiçoando seu método. Entretanto, somos simpáticos a manter um determinado jeitão de fazer o serviço, de dar aula e nos apegamos a esse jeitão como quem não tem qualquer alternativa. Estamos enganados! Existem diversas formas de executar as atividades, porém precisamos buscá-las ou desenvolvê-las com dedicação e hábito.
Emperramos e permanecemos resistentes à mudança porque ela dá trabalho, causa medo e gasto de energia. Preferimos a acomodação e a segurança do “certo”, do tradicional e do invariável. Contudo, alto lá! A desmotivação encontra espaço e faz seu ninho em condições monótonas e mornas. Então, com o tempo, sentimo-nos sem expectativa, desanimados e, finalmente, frustrados. De quem é a culpa? Não demore a responder.
Para desenvolver motivação, estabeleça disciplina em seu cotidiano profissional, busque melhorar o que já é possível e pesquise continuamente novas formas de ajuste e aprimoramento. Avalie semana a semana, mês a mês (descubra o melhor período comparativo) e perceba os pontos a serem tratados; invista com vigor neles e supere-se.
Observe outras pessoas – inclusive seus colegas de magistério, como elas fazem seu trabalho; peça orientação, troque ideias, consulte o coodenador/supervisor, qualquer pessoa que demonstre ser interessante para o seu projeto de crescimento. Mantenha contato com um bom número de pessoas e troque informações com professores que trabalhem com suas turmas. Tenha uma rede de relações valiosa: solicite o que lhe falta e ofereça aquilo de que dispõe. Estude os métodos que outros professores utilizam, acesse a internet e navegue pelas páginas do conhecimento que precisa. Vá além dos sites apenas engraçados e sexys.
A ideia é trocar o velho e desengonçado jeito de ser e de dar aulas por uma nova e adequada atitude disciplinada, com o objetivo de obter resultados motivadores. Empregue sistematicamente técnicas, gráficos e tabelas nas medições necessárias (produção, avaliação, metas, notas etc.). Faça autoavaliação rotineiramente, analisando itens que possam ser comparados, criando o hábito de se compreender, refletindo sobre os resultados que observar.
Outro exemplo são as dietas e as práticas esportivas; caso se decida por adotá-las, vá em frente! Esforço e boa vontade fazem parte do arsenal de aspectos cruciais ao desenvolvimento disciplinar.
Tenha sempre em mente que disciplina e resultado andam juntos. Acrescente estes itens à sua prática e aumente a chance de ser um profissional entusiasmado pela competência, segurança e autonomia advindas de seus esforços disciplinados.
Publicado em 21 de setembro de 2010
Fonte: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/comportamento/0050.html
Psicólogo e professor
Embora todos saibam o que quer dizer disciplina, vale a pena apresentá-la nos seus vários significados: “regime de ordem imposta ou mesmo consentida”. “Ordem que convém ao bom funcionamento de uma organização”. “Submissão a um regulamento”. A questão é: qual é o regulamento? Você tem um, pelo menos?
Repense a maneira como costuma executar as suas tarefas no trabalho. Será que existe algum método que torne a sua ação mais produtiva, com melhores resultados junto aos alunos? Você pode render mais fazendo as coisas de maneira organizada, aperfeiçoando seu método. Entretanto, somos simpáticos a manter um determinado jeitão de fazer o serviço, de dar aula e nos apegamos a esse jeitão como quem não tem qualquer alternativa. Estamos enganados! Existem diversas formas de executar as atividades, porém precisamos buscá-las ou desenvolvê-las com dedicação e hábito.
Emperramos e permanecemos resistentes à mudança porque ela dá trabalho, causa medo e gasto de energia. Preferimos a acomodação e a segurança do “certo”, do tradicional e do invariável. Contudo, alto lá! A desmotivação encontra espaço e faz seu ninho em condições monótonas e mornas. Então, com o tempo, sentimo-nos sem expectativa, desanimados e, finalmente, frustrados. De quem é a culpa? Não demore a responder.
Para desenvolver motivação, estabeleça disciplina em seu cotidiano profissional, busque melhorar o que já é possível e pesquise continuamente novas formas de ajuste e aprimoramento. Avalie semana a semana, mês a mês (descubra o melhor período comparativo) e perceba os pontos a serem tratados; invista com vigor neles e supere-se.
Observe outras pessoas – inclusive seus colegas de magistério, como elas fazem seu trabalho; peça orientação, troque ideias, consulte o coodenador/supervisor, qualquer pessoa que demonstre ser interessante para o seu projeto de crescimento. Mantenha contato com um bom número de pessoas e troque informações com professores que trabalhem com suas turmas. Tenha uma rede de relações valiosa: solicite o que lhe falta e ofereça aquilo de que dispõe. Estude os métodos que outros professores utilizam, acesse a internet e navegue pelas páginas do conhecimento que precisa. Vá além dos sites apenas engraçados e sexys.
A ideia é trocar o velho e desengonçado jeito de ser e de dar aulas por uma nova e adequada atitude disciplinada, com o objetivo de obter resultados motivadores. Empregue sistematicamente técnicas, gráficos e tabelas nas medições necessárias (produção, avaliação, metas, notas etc.). Faça autoavaliação rotineiramente, analisando itens que possam ser comparados, criando o hábito de se compreender, refletindo sobre os resultados que observar.
Outro exemplo são as dietas e as práticas esportivas; caso se decida por adotá-las, vá em frente! Esforço e boa vontade fazem parte do arsenal de aspectos cruciais ao desenvolvimento disciplinar.
Tenha sempre em mente que disciplina e resultado andam juntos. Acrescente estes itens à sua prática e aumente a chance de ser um profissional entusiasmado pela competência, segurança e autonomia advindas de seus esforços disciplinados.
Publicado em 21 de setembro de 2010
Fonte: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/comportamento/0050.html
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COMPORTAMENTO,
MOTIVAÇÃO,
REFLEXÃO
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
A polêmica da palmada educativa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já defendeu a teoria de que vale “até dar uns tapinhas no bumbum dos meninos” para impor limites aos filhos. Sete anos depois da declaração, o presidente disse, ontem, que “conversar é melhor do que bater”, ao assinar o documento que encaminha ao Congresso Nacional um projeto de lei para proibir a prática de castigos físicos em crianças e adolescentes.
A proposta é de que a nova lei seja incorporada ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e que pais, professores e babás que fizerem uso de beliscões, empurrões ou puxões de cabelo em crianças sejam penalizados. O maior rigor da lei para a famosa palmadinha é motivo de discordância entre especialistas em educação. Mesmo contrária à palmada, a filósofa, mestre em educação e autora de 19 livros – entre eles, Limites sem Traumas –, Tania Zagury, classificou como ingerência excessiva do Estado a medida. Ela acredita que a origem do projeto é boa, no sentido de evitar o espancamento, mas que a proposta é controversa:
“Fico temerosa. Acho que essa lei não terá condições de ser cumprida. Não temos Poder Judiciário para resolver casos seriíssimos, como os de assassinatos, como poderemos ter para casos como esses? Além disso, não precisamos de uma lei como essa, já temos uma legislação que trata do agressor físico, seja pai ou não”.
A gaúcha Carmen Oliveira está em Brasília, à frente da Secretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, e é coautora do projeto. Ela garante que as novas medidas terão função mais de educar do que de proibir beliscões.
“Somente em um caso reiterado de palmadas é que caberia a autoridade judiciária aplicar o afastamento do agressor do convívio do menor de idade”, afirma Carmem.
Foi enxergando as mudanças por este viés é que a psiquiatra, psicanalista e professora da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), Nina Furtado, recebeu como positiva a notícia de possíveis alterações no ECA. Para Nina, a medida pode fazer com que pais mais radicais, que costumam abusar com mais severidade dos filhos, possam ser alertados.
“Para aqueles pais agressivos por fatores como alcoolismo, drogas ou que tenham sido maltratados não vai ter muita mudança comportamental”.
A maior preocupação, para Tania, diz respeito à relação entre pais e filhos. Ela acredita que a medida possa gerar uma sensação de impunidade nas crianças e nos adolescentes e que muitas denúncias infundadas sejam levantadas, cometendo algumas injustiças e má interpretação da lei.
“O que o Estado pode fazer por essa criança, caso ela perca o direito de ter os pais por perto?”
Entenda a proposta
- Atualmente, a lei que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) condena maus-tratos contra a criança e o adolescente, mas não define se os maus-tratos seriam físicos ou morais.
- Com o projeto, “castigo corporal” passa a ser definido como “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente”.
- Para os infratores, as penas são advertência, encaminhamento a programas de proteção à família e orientação psicológica.
Alternativas às palmadas - Exemplo dos pais
Uma das melhores formas de educar, segundo especialistas, é dando bons exemplos aos filhos. Por exemplo, pais devem ter atitudes adequadas no trato com outras pessoas, nas relações familiares, no trânsito, no supermercado, ao telefone. O comportamento dos filhos reflete em parte o que os pais fazem.
Perdas
Quando a criança se comporta mal, deve ser proibida de fazer algo que gosta, perder algum privilégio. Por exemplo, se machucou o irmão menor, pode ser obrigada pelos pais a ficar sem ver TV durante uma tarde. Se for um adolescente, pode ter a mesada cortada ou adiada em alguns dias.
Diálogo
Explicar por que determinada atitude foi inadequada faz a criança entender o que é certo ou errado. Dependendo da idade, a criança que recebe uma palmada pode não relacionar o castigo físico com o que fez de errado. Mostrar à criança por que determinada atitude não foi boa, colocando-se no lugar da pessoa prejudicada, é o indicado.
Pacto
Sem se tornar um hábito frequente, pais podem fazer acertos com os filhos. Por exemplo, se a criança passar o fim de semana estudando para uma prova difícil, pode viajar na semana seguinte com a avó. Esse tipo de compensação não deve ser frequente, sob o risco de levar à criança a só fazer tarefas mediante o recebimento de algo em troca.
Pensar
Em casos que devem ser analisados pelos pais, crianças que se comportam mal podem ser levadas para um local da casa onde devem ficar sentadas por determinado tempo. É como se usassem esse tempo para pensar no que fizeram de errado (isso deve ser explicado). Uma dica é que o tempo seja calculado de acordo com a idade da criança. Por exemplo, se tem três anos, fica três minutos. A criança, porém, não deve ser isolada do convívio das demais pessoas nem ficar imóvel em uma cadeirinha.
Fontes: Pedagogo Antonio Carlos Gomes da Costa, um dos redatores do Estatuto da Criança e do Adolescente, e psicóloga e psicopedagoga infantil Aidê Knijnik
Fonte: Zero Hora
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