sábado, 25 de setembro de 2010

Conheça as principais características da TDAH em jovens Novo estudo destaca grande prejuízo na atenção em curto e em longo prazo

ESTA É UM INTERESSANTE ARTIGO SOBRE TDAH QUE PODE AJUDAR A CONHECER MELHOR SEU ALUNO ADOLESCENTE EM SALA DE AULA

Uma nova pesquisa da Unifesp revelou o perfil de desempenho dos adolescentes brasileiros com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade). O estudo destaca três características que identificam este perfil: prejuízo nas atenções focada e sustentada e na vigilância. Os resultados podem ser aplicados para o desenvolvimento de novos tratamentos a fim de amenizar os sintomas.

De acordo com os pesquisadores, o tratamento com medicamentos não é a única alternativa para o controle da TDAH. "É possível o uso de treinos mentais (cognitivos) para melhora de desempenho da atenção como uma proposta de reabilitação e não como uma proposta de cura, pois o TDAH não é visto como uma doença, portanto não há uma cura", explica o pesquisador Thiago Strahler Rivero.

A partir dos resultados da pesquisa é possível estabelecer um tratamento direcionado que promova as melhores respostas de acordo com o perfil dos adolescentes. "O treino de atenção é individual. A partir de nossos estudos, desenvolvemos materiais de apoio para o grupo clínico como jogos de treinamento ou manuais de terapia", explica Mônica Miranda, coordenadora do núcleo de avaliação de neuropsicologia interdisciplinar do Centro Paulista de Neuropsicologia, parceiro da Unifesp no atendimento aos pacientes.

O estudo realizado com 490 adolescentes sem histórico de distúrbios. Dentro do grupo foram identificados e selecionados dois grupos de adolescentes entre 12 a 18 anos, 28 com TDAH e 28 considerados sadios.

Durante o processo, o desenvolvimento dos dois grupos foi avaliado através de um teste de desempenho (teste de desempenho contínuo do Conners). Durante o teste, foi aplicado um questionário que aponta 15 medidas de avaliação e que explorou a estatística fatorial deste desempenho, o que possibilitou a identificação dos três fatores que mais prejudicam adolescentes com TDAH.

O método do teste apresentava 360 letras, divididas em seis blocos distintos, que surgiam na tela do computador em intervalos de 1,2 ou 4 segundos. Para cada letra, o participante deveria reagir teclando caracteres pré-determinados.

Para Orlando Francisco Amodeo Bueno, chefe da disciplina de Memória do Departamento de Psicobiologia da Unifesp, a atenção focada está associada à capacidade do indivíduo em concentrar-se em uma atividade. Por outro lado, a atenção sustentada é a habilidade de manter-se na mesma atividade por um longo período. Já a vigilância é a aptidão de cada um em responder a situações não previsíveis.

O TDAH é um transtorno cada vez mais comum entre as pessoas. Atualmente, cerca de 5% das crianças e adolescentes do mundo sofrem com o problema que, embora apareça na infância, pode acompanhar o indivíduo até a fase adulta, agravando outros problemas e atrapalhando o desenvolvimento da vida pessoal e profissional.

Seus principais sintomas são a desatenção, inquietude e impulsividade. Entretanto é comumente associado com outros transtornos mentais e de desenvolvimento como o Transtorno de Aprendizagem, o que acaba dificultando a diferenciação entre as crianças que apresentam ou não o problema.

Além disso, falta de informação e falhas no diagnóstico são fatores importantes que refletem o quadro atual do transtorno, onde crianças que não apresentam TDAH são tratadas indevidamente, enquanto outras que têm o transtorno acabam ficando sem tratamento.

Os dados obtidos na pesquisa devem ser utilizados como suporte para outros estudos, bem como aos tratamentos oferecidos pelo Centro Paulista de Neuropsicologia, que envolvem desde terapias, treinos e atividades, até o acompanhamento adequado dos pais de jovens com o problema, para que estes possam reagir de maneira adequada às situações apresentadas pelo TDAH.

Tratamento na universidade
Adolescentes já diagnosticados com o transtorno já podem inscrever-se nos grupos de terapia associada a diferentes tipos de treinos. Neles, durante vinte semanas, quatro grupos de cinco pessoas participam de atividades variadas.

O projeto da Unifesp também está associado com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), que também já está com as inscrições abertas para novos grupos de adolescentes. Os resultados obtidos através dos estudos com os dois grupos servirão de apoio para apontar os impactos dos tratamentos propostos sobre a saúde dos participantes de cada atividade realizada.

Para inscrições no projeto de tratamento em São Paulo e informações sobre o projeto na Bahia entre em contato com o Centro Paulista de Neuropsicologia da Unifesp, localizado na Rua Embaú, 54, São Paulo (SP) ou pelos telefones: (11) 5549-6899 / 5549-8476

TDAH nos adolescentes
De acordo com a Neuropsiquiatra e psicoterapeuta Evelyn Vinocur, especialista do Minha Vida, o TDAH é responsável pelo comprometimento de atividades cerebrais responsáveis pela funções executivas do cérebro. "Mais especificamente, a região anterior do lobo frontal (região pré-frontal) é a responsável pelas funções executivas, que vão desde a capacidade do indivíduo planejar e desenvolver estratégias para a resolução de problemas à realização de metas de vida", explica a especialista.

A especialista ainda explica que a flexibilidade e o manejo de múltiplas fontes de informação podem ser alguns dos principais prejudicados pelo transtorno. "Praticamente, quase tudo na vida é função executiva. Estabelecer prioridades, estar motivado para iniciar o dia, planejar-se com antecedência para o dia seguinte, ter o autocontrole e autorregulação das emoções, colocar suas ideias em uma lógica para que sejam bem sucedidas", diz Evelyn.

O que se sabe é que o amadurecimento das regiões cerebrais responsáveis pelas funções executivas só se completa por volta dos 20 anos de idade. O que excluiria crianças pequenas de terem problemas sérios relacionados ao transtorno, afinal sempre têm um adulto por perto para suprir tais funções executivas, supervisionando-as todo o tempo, por exemplo, lembrando-as da hora do banho, de estudar para a prova ou arrumar roupas e gavetas.

No entanto, a especialista revela que o problema pode aparecer sim entre os jovens. "O problema começa quando a criança portadora de TDAH (o TDAH cursa com comprometimento das funções executivas) cresce e passa a ser visto pelos pais como um pequeno adulto (o filho idealizado). Quem nunca ouviu um pai ou uma mãe dizendo que seu filho (ou filha) de 10, 12 ou 15 anos já está um rapaz, uma moça, que são muito responsáveis e que já se viram sozinhos pra tudo", explica Evelyn.

A adolescência é uma fase muito difícil, devido a suas transformações e barreiras a serem superadas. No entanto, muitos jovens podem não estar preparados para passar por isso. "Se os adolescentes de modo geral ainda precisam muito do apoio e suporte dos pais, mais ainda os adolescentes portadores de TDAH, que certamente apresentarão mais problemas acadêmicos e de socialização do que jovens da mesma idade, não portadores de TDAH", conclui a especialista.

Retirado do Site: http://yahoo.minhavida.com.br/conteudo/11930-Conheca-as-principais-caracteristicas-da-TDAH-em-jovens.htm

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Programa Currículo em Movimento

PARA QUEM ESTÁ TRABALHANDO DIRETAMENTE COM EDUCAÇÃO INFANTIL E PRECISA FICAR ATUALIZADA COM AS DIRETRIZES CURRICULARES NESTA MODALIDADE, O MEC DISPONIBILIZA ATUALIZAÇÕES CONSTANTES SOBRE O ASSUNTO. ACESSE O LINK PARA SABER MAIS E PODE-SE TAMBÉM DISCUTIR A TEMÁTICA COM OS AUTORES DOS TEXTOS. http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15860&Itemid=1096

Consulta Pública sobre Orientações Curriculares Nacionais da Educação Infantil

Debata com nossos consultores as Orientações Curriculares da Educação Infantil.

As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil, aprovadas em 17 de dezembro de 2009 determinam que cabe ao Ministério da Educação elaborar orientações para a implementação dessas diretrizes.

Visando atender essa determinação, a Secretaria de Educação Básica, por meio da Coordenação Geral de Educação Infantil, está elaborando orientações curriculares num processo de debate democrático e com consultoria técnica especializada sobre diferentes eixos e experiências da educação infantil.

O objetivo principal é contribuir com o trabalho do professor.

No período de 13 de setembro a 30 de outubro você pode enviar suas sugestões, críticas e propostas.

Os documentos preliminares estão à disposição de gestores, conselheiros, técnicos, professores, pesquisadores e da comunidade para consulta e colaboração.

Envie sua mensagem diretamente ao autor e com cópia para consultapublicacoedi@mec.gov.br

Leia abaixo os textos

O currículo na Educação Infantil: o que propõem as novas Diretrizes Nacionais?
Zilma de Moraes Ramos de Oliveira

As especificidades da ação pedagógica com os bebês.
Maria Carmen Silveira Barbosa

Brinquedos e brincadeiras na Educação Infantil
Tizuko Morchida Kishimoto

Relações entre crianças e adultos na Educação Infantil
Iza Rodrigues da Luz

Saúde e bem estar das crianças: uma meta para educadores infantis em parceria com familiares e profissionais de saúde.
Damaris Gomes Maranhão

Múltiplas linguagens de meninos e meninas no cotidiano da Educação Infantil
Márcia Gobbi

A linguagem escrita e o direito à educação na primeira infância
Mônica Correia Baptista

As crianças e o conhecimento matemático: experiências de exploração e ampliação de conceitos e relações matemáticas
Priscila Monteiro

Crianças da natureza
Léa Tiriba

Orientações curriculares para a Educação Infantil no Campo
Ana Paula Soares da Silva

Avaliações e transições na Educação Infantil
Hilda Micarello

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Você é disciplinado no trabalho?

Autor: Armando Correa de Siqueira Neto
Psicólogo e professor



Embora todos saibam o que quer dizer disciplina, vale a pena apresentá-la nos seus vários significados: “regime de ordem imposta ou mesmo consentida”. “Ordem que convém ao bom funcionamento de uma organização”. “Submissão a um regulamento”. A questão é: qual é o regulamento? Você tem um, pelo menos?

Repense a maneira como costuma executar as suas tarefas no trabalho. Será que existe algum método que torne a sua ação mais produtiva, com melhores resultados junto aos alunos? Você pode render mais fazendo as coisas de maneira organizada, aperfeiçoando seu método. Entretanto, somos simpáticos a manter um determinado jeitão de fazer o serviço, de dar aula e nos apegamos a esse jeitão como quem não tem qualquer alternativa. Estamos enganados! Existem diversas formas de executar as atividades, porém precisamos buscá-las ou desenvolvê-las com dedicação e hábito.

Emperramos e permanecemos resistentes à mudança porque ela dá trabalho, causa medo e gasto de energia. Preferimos a acomodação e a segurança do “certo”, do tradicional e do invariável. Contudo, alto lá! A desmotivação encontra espaço e faz seu ninho em condições monótonas e mornas. Então, com o tempo, sentimo-nos sem expectativa, desanimados e, finalmente, frustrados. De quem é a culpa? Não demore a responder.

Para desenvolver motivação, estabeleça disciplina em seu cotidiano profissional, busque melhorar o que já é possível e pesquise continuamente novas formas de ajuste e aprimoramento. Avalie semana a semana, mês a mês (descubra o melhor período comparativo) e perceba os pontos a serem tratados; invista com vigor neles e supere-se.

Observe outras pessoas – inclusive seus colegas de magistério, como elas fazem seu trabalho; peça orientação, troque ideias, consulte o coodenador/supervisor, qualquer pessoa que demonstre ser interessante para o seu projeto de crescimento. Mantenha contato com um bom número de pessoas e troque informações com professores que trabalhem com suas turmas. Tenha uma rede de relações valiosa: solicite o que lhe falta e ofereça aquilo de que dispõe. Estude os métodos que outros professores utilizam, acesse a internet e navegue pelas páginas do conhecimento que precisa. Vá além dos sites apenas engraçados e sexys.

A ideia é trocar o velho e desengonçado jeito de ser e de dar aulas por uma nova e adequada atitude disciplinada, com o objetivo de obter resultados motivadores. Empregue sistematicamente técnicas, gráficos e tabelas nas medições necessárias (produção, avaliação, metas, notas etc.). Faça autoavaliação rotineiramente, analisando itens que possam ser comparados, criando o hábito de se compreender, refletindo sobre os resultados que observar.

Outro exemplo são as dietas e as práticas esportivas; caso se decida por adotá-las, vá em frente! Esforço e boa vontade fazem parte do arsenal de aspectos cruciais ao desenvolvimento disciplinar.

Tenha sempre em mente que disciplina e resultado andam juntos. Acrescente estes itens à sua prática e aumente a chance de ser um profissional entusiasmado pela competência, segurança e autonomia advindas de seus esforços disciplinados.

Publicado em 21 de setembro de 2010
Fonte: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/comportamento/0050.html

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Desenvolvimento Moral

Centro de Formação - Yves de la Taille - O que é regra?

LIMITES NA EDUCAÇÃO

A polêmica da palmada educativa




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já defendeu a teoria de que vale “até dar uns tapinhas no bumbum dos meninos” para impor limites aos filhos. Sete anos depois da declaração, o presidente disse, ontem, que “conversar é melhor do que bater”, ao assinar o documento que encaminha ao Congresso Nacional um projeto de lei para proibir a prática de castigos físicos em crianças e adolescentes.

A proposta é de que a nova lei seja incorporada ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e que pais, professores e babás que fizerem uso de beliscões, empurrões ou puxões de cabelo em crianças sejam penalizados. O maior rigor da lei para a famosa palmadinha é motivo de discordância entre especialistas em educação. Mesmo contrária à palmada, a filósofa, mestre em educação e autora de 19 livros – entre eles, Limites sem Traumas –, Tania Zagury, classificou como ingerência excessiva do Estado a medida. Ela acredita que a origem do projeto é boa, no sentido de evitar o espancamento, mas que a proposta é controversa:
“Fico temerosa. Acho que essa lei não terá condições de ser cumprida. Não temos Poder Judiciário para resolver casos seriíssimos, como os de assassinatos, como poderemos ter para casos como esses? Além disso, não precisamos de uma lei como essa, já temos uma legislação que trata do agressor físico, seja pai ou não”.

A gaúcha Carmen Oliveira está em Brasília, à frente da Secretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, e é coautora do projeto. Ela garante que as novas medidas terão função mais de educar do que de proibir beliscões.
“Somente em um caso reiterado de palmadas é que caberia a autoridade judiciária aplicar o afastamento do agressor do convívio do menor de idade”, afirma Carmem.
Foi enxergando as mudanças por este viés é que a psiquiatra, psicanalista e professora da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), Nina Furtado, recebeu como positiva a notícia de possíveis alterações no ECA. Para Nina, a medida pode fazer com que pais mais radicais, que costumam abusar com mais severidade dos filhos, possam ser alertados.
“Para aqueles pais agressivos por fatores como alcoolismo, drogas ou que tenham sido maltratados não vai ter muita mudança comportamental”.

A maior preocupação, para Tania, diz respeito à relação entre pais e filhos. Ela acredita que a medida possa gerar uma sensação de impunidade nas crianças e nos adolescentes e que muitas denúncias infundadas sejam levantadas, cometendo algumas injustiças e má interpretação da lei.
“O que o Estado pode fazer por essa criança, caso ela perca o direito de ter os pais por perto?”

Entenda a proposta

- Atualmente, a lei que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) condena maus-tratos contra a criança e o adolescente, mas não define se os maus-tratos seriam físicos ou morais.
- Com o projeto, “castigo corporal” passa a ser definido como “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente”.
- Para os infratores, as penas são advertência, encaminhamento a programas de proteção à família e orientação psicológica.

Alternativas às palmadas - Exemplo dos pais

Uma das melhores formas de educar, segundo especialistas, é dando bons exemplos aos filhos. Por exemplo, pais devem ter atitudes adequadas no trato com outras pessoas, nas relações familiares, no trânsito, no supermercado, ao telefone. O comportamento dos filhos reflete em parte o que os pais fazem.

Perdas

Quando a criança se comporta mal, deve ser proibida de fazer algo que gosta, perder algum privilégio. Por exemplo, se machucou o irmão menor, pode ser obrigada pelos pais a ficar sem ver TV durante uma tarde. Se for um adolescente, pode ter a mesada cortada ou adiada em alguns dias.

Diálogo

Explicar por que determinada atitude foi inadequada faz a criança entender o que é certo ou errado. Dependendo da idade, a criança que recebe uma palmada pode não relacionar o castigo físico com o que fez de errado. Mostrar à criança por que determinada atitude não foi boa, colocando-se no lugar da pessoa prejudicada, é o indicado.

Pacto

Sem se tornar um hábito frequente, pais podem fazer acertos com os filhos. Por exemplo, se a criança passar o fim de semana estudando para uma prova difícil, pode viajar na semana seguinte com a avó. Esse tipo de compensação não deve ser frequente, sob o risco de levar à criança a só fazer tarefas mediante o recebimento de algo em troca.

Pensar

Em casos que devem ser analisados pelos pais, crianças que se comportam mal podem ser levadas para um local da casa onde devem ficar sentadas por determinado tempo. É como se usassem esse tempo para pensar no que fizeram de errado (isso deve ser explicado). Uma dica é que o tempo seja calculado de acordo com a idade da criança. Por exemplo, se tem três anos, fica três minutos. A criança, porém, não deve ser isolada do convívio das demais pessoas nem ficar imóvel em uma cadeirinha.


Fontes:
Pedagogo Antonio Carlos Gomes da Costa, um dos redatores do Estatuto da Criança e do Adolescente, e psicóloga e psicopedagoga infantil Aidê Knijnik

Fonte: Zero Hora