segunda-feira, 28 de março de 2011

PLANO DE TRABALHO PARA COORDENADOR PEDAGÓGICO



Uma educação de qualidade é uma busca constante das instituições de ensino e para que isso se torne realidades são necessárias ações que sustentem um trabalho em equipe e uma gestão que priorize a formação docente contribuindo para um processo administrativo de qualidade conforme Chiavenato (1997, p.101), “não se trata mais de administrar pessoas, mas de administrar com as pessoas. As organizações cada vez mais precisam de pessoas proativas, responsáveis, dinâmicas, inteligentes, com habilidades para resolver problemas, tomar decisões”.

Encontrei este texto no blog da 8ª CREe achei muito bom.

PLANO DE TRABALHO PARA COORDENADOR PEDAGÓGICO


O Coordenador Pedagógico possui várias funções que podem ser classificadas como:
- PREVENTIVA: consiste sempre em procurar a melhoria do processo ensino-aprendizagem.
- CONSTRUTIVA: de maneira positiva e cooperativa procurar sempre auxiliar o corpo docente a superar suas dificuldades.
- CRIATIVA: estimular habilidades individuais de cada um, buscar novos caminhos, pesquisar e criar novos recursos do ensino.

Sabendo da grande responsabilidade do papel do coordenador, me proponho a trabalhar de forma democrática para atender as necessidades da equipe desta EU, levando em conta a ética profissional e o intuito de contribuir para um bom trabalho coletivo, para tanto me submeto à aprovação da execução dos seguistes objetivos e metas abaixo:

■ Procurar ser uma pessoa criativa, organizada, ouvinte e aberta aos conhecimentos;
■ Dar continuidade aos trabalhos já iniciados na Unidade Escolar e elaborar novos projetos durante o ano letivo;
■ Executar o trabalho de coordenação sempre em conexão com a direção da escola;
■Participar da elaboração do PLANO, POLÍTICO, PEDAGÓGICO da escola, responsabilizar-se pela divulgação e execução do mesmo de forma participativa e cooperativa;
■ Promover um trabalho conjunto entre os educadores da escola, trocas de diferentes experiências e respeito à diversidade dos pontos de vista;
■ Participar efetivamente das reuniões oferecidas pela oficina pedagógica e repassar aos professores tudo o que for necessário em e em tempo hábil;
■ Organizar antecipadamente as reuniões de HTPC, que constituirá em prática eficiente; será um momento onde haverá grupos de estudos de temas que representem as necessidades ou dificuldades que o grupo apresentar. Os HTPC’s contemplarão também momentos de planejamento das atividades de sala de aula e confecção de materiais, levando em consideração os objetivos propostos no planejamento. Neste momento, é fundamental a troca de experiências através de relatos onde destacarão os pontos positivos e dificuldades de suas práticas;
■ Fazer com que todo trabalho repassado aos professores seja sempre direcionado para um modo coletivo nunca individualizado;
■- Proporcionar troca de materiais e atividades entre os professores dos mesmos anos;
■ Proporcionar práticas inovadoras aos professores; (pesquisando, estudando, fazendo cursos, oferecendo atividades);
■ visualizar novas perspectivas do professor, movimentar seu cotidiano dando-lhe as ajuda necessária;
■ investir na progressão continuada na própria escola;
■ Estabelecer vínculo e parceria com os alunos visando melhoras: tanto na sala de aula quanto fora dela;
■ Manter contato constante com as classes e alunos em dificuldade, transmitindo-lhes orientações para melhor estudarem determinadas disciplinas;
■Acompanhar a recuperação paralela procurando fazer com que o professor da classe e o professor da recuperação sempre estejam em conexão quanto ao desenvolvimento do aluno;
■Proporcionar uma maneira de trabalho planejado distribuído entre os bimestres desde do primeiro ano (alfabetização) até o quarto ano tanto em língua portuguesa quanto em matemática visando simplificar e ajudar no plano de trabalho do professor);
■ Incentivar e prover condições para a elaboração de projetos de alfabetização, leitura, saúde e higiene, informática e outros mais que se fizerem necessários;
■ cooperar na composição de turmas e horários, com critérios que favoreçam o ensino e a aprendizagem;
■ Acompanhar e avaliar o processo de ensino e de aprendizagem e contribuir positivamente para a busca de soluções para os problemas de aprendizagens identificados;
■Avaliar as práticas já planejadas, discutindo com os envolvidos e sugerindo inovações;
■Acompanhar o desempenho acadêmico dos alunos, através de registros, orientando os docentes para a criação de propostas diferenciadas e direcionadas aos que tiverem desempenho insuficiente;
■Estabelecer metas a serem atingidas no decorrer dos bimestres ou semestres, isto sempre consultando os professores dos respectivos anos;
■Promover um clima escolar favorável à aprendizagem e ao ensino, a partir do entrosamento entre os membros da comunidade escolar e da qualidade das relações;
■ procurar, da melhor maneira possível, participar e ajudar no planejamento e execução de festividades que vierem a acontecer na escola;
■Procurar poder dar atendimento individual conforme necessidade, onde possamos conversar as questões pertinentes ao desempenho escolar do aluno. Acredito que o papel do coordenador não seja “fiscalizar” nem “vigiar” o trabalho do professor, mas sim, auxiliar e oferecer subsídios para sua prática docente. Para tanto, se faz necessárias visitas às salas de aulas para verificar as necessidades de cada educador;
■ trabalhar em conjunto, com o já coordenador, ajudando-o nos seus projetos já iniciados, procurando criar novas perspectivas de maneira a aumentar ainda mais o sucesso de nossa escola.
ENFIM os objetivos e metas vem a ser muito mais do que tudo o que foi explicitado aqui, portanto procurarei cumprir com o meu dever da melhor maneira possível

quarta-feira, 9 de março de 2011

SELO DE QUALIDADE


Este selinho eu ganhei do Blog Cantinho das Atividades Escolares.http://lbganbarros.blogspot.com/

Repassar e avisar do selinho para 10 blogs;
Responder as seguintes perguntas:

Nome: Cecília Alcântara
Uma música: Aquarela (Toquinho), inclusive por coincidência trabalhei ela na semana passada na minha turma.
Humor: De manhã: Sem humor (mau humorada?), depois tranquila.
Cor: Preto e branco
Estação: Outono e inverno (gosto de frio)
Como prefere viajar: Com minha família
Um seriado: CSI New York
Frase ou palavra dita por você: "Esqueci o que ia dizer!
"
O que achou do selo? Excelente idéia para trocar experiências na nossa profissão tão humilhada por pessoas alheias a Educação.

BLOGS POR QUE PASSO E MERECEM ESTE PRESENTE POR ESTAR TAMBÉM TROCANDO IDÉIAS MARAVILHOSAS!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Froebel E O Primeiro Jardim De Infância

Froebel E O Primeiro Jardim De Infância

FROEBEL E O PRIMEIRO JARDIM DE INFÂNCIA

No final da década da Revolução Francesa, surgiu o Romantismo; como tendência militante e consciente, na Grã-Bretanha, França e Alemanha. As idéias sobre a infância, difundidas pelo movimento romântico, alicerçam os trabalhos de muitos educadores, inclusive de Froebel.

Em junho de 1840, Froebel fundou o Primeiro Jardim de Infância (Kindergarten), constituindo um centro de jogos, organizado segundo seus princípios e destinado a crianças menores de 6 anos. Seria um ambiente onde as crianças e adolescentes (pequenas sementes que, adubadas e expostas a condições favoráveis em seu meio ambiente, desabrochariam sua divindade interior em um clima de amor, simpatia e encorajamento), estariam livres para aprender sobre si mesmos e sobre o mundo.

O Jardim de Infância da Escola Froebeliana caracteriza-se por, atividades como: canto, jogos, pinturas, palestras, jardinagem, modelagem, olhar gravuras e ouvir histórias. Froebel criou um material pedagógico muito rico: os “dons” e as “ocupações”, constituído por sólidos geométricos, gravuras coloridas, trabalhos manuais que consistiam em exercícios sensório-motores (pintura, desenho, recorte, colagem, tecelagem, bordados, etc), utilizando alguns princípios fundamentais para o processo de ensino da criança: auto-realização/ auto atividade (a compreensão das coisas da vida, na prática, é mais frutífera e formativa que a simples compreensão teórica); finalidade (realização plena das potencialidades do eu interior, por meio do empenho em se trabalhar um ser livre, independente e disciplinado); o ambiente (propiciar o desenvolvimento máximo das crianças e sua integração social, a natureza deve fazer parte do espaço, estimulando os interesses infantis e proporcionam a vontade de realização de novos trabalhos); atividades (desenho e atividades que envolvem o movimento e os ritmos, bem como valorização de histórias, mitos, lendas, contos de fadas e fábulas).

Além disso, outro princípio fundamental é o jogo, que são imitações da vida e de seus fenômenos, ou são emprego do ensinado, da escola, ou são livres imagens e manifestações do espírito, de toda a espécie e em matéria de toda a classe, segundo as leis contidas nos objetos e matérias do jogo, investigando aquelas, seguindo-as e submetendo-se às mesmas, segundo as contidas no homem mesmo, em seu pensamento e sentimento.

A avaliação para Froebel deveria ser feita analisando dois aspectos: como a criança realiza suas atividades enquanto pessoa dentro de um contexto social e como a criança usa os materiais para efetivar as atividades. Quanto à relação professor-aluno, compara o aluno com uma planta e o professor como mãe – jardineiro. É necessário acompanhar o desenvolvimento da criança, se fazer presente, cuidar e proporcionar as melhores condições de crescimento; através de afeto, amizade e uma relação construtiva, humana e justa.

Sobre os materiais pedagógicos idealizou recursos sistematizados para as crianças se expressarem: blocos de construção que eram utilizados pelas crianças em suas atividades criadoras, papel, papelão, argila e serragem. Também destaca os dons que eram bola, cubo e cilindro, os blocos eram utilizados em uma medida bem restrita, enquanto as demais atividades eram mais livres. Todos os jogos que envolvem os dons sempre começavam com as pessoas formando círculos, dançando, movendo-se e cantando.

Importante destacar que antes de iniciar o trabalho com os dons era feita uma preparação do corpo das crianças. Os exercícios propostos eram acompanhados de música cantada e logo após a professora questionava cada aluno explorando as características do dom em questão.

No trabalho pedagógico desenvolvido nos Jardins de Infância, apesar dos dons representarem a atividade central, havia atividades manuais que complementavam estas ocupações, como atividades que envolviam as continhas, entrelaçamento, dobradura, modelagem, tecido, picado, desenho, mosaico, tecelagem, botões, costura, alinhavo. O objetivo destas atividades era levar a criança a adquirir destreza e desenvolver forças e aptidões.

Segundo Kuhlmann Jr (1998) as atividades gerais da rotina eram:

1. entrada: saudação, revisão, canto;

2.conversação ou linguagem;

3.atividade física: marcha, marcha cantada ou ginástica;

4.repouso;

5.atividade dirigida: os dons;

6.refeição: na classe;

7.recreio ou recreio no jardim;

8.trabalhos manuais: entrelaçamento, dobradura, modelagem, mosaico, tecelagem, ervilhas, discos, alinhavo e picado;

9.atividades dirigidas: cores, formação de palavras, cálculo com cubos;

10.música: cantos de entrada, canto geral, música;

11.brinquedo e jogos organizados;

12.desenhos;

13.pensamentos, méritos e cantos de despedida;

14.saída.

Assim como a linguagem, Fröebel valorizava a música. Muitas das atividades eram desenvolvidas com música, pois acreditava que através da música era possível despertar sentimentos que as palavras, muitas vezes, não conseguem expressar. Sugere uma série de canções para esses momentos e publica em 1844 a obra ‘Canções para a mãe que acalenta o filho’. Esse livro dedicado às mães, com várias canções para ajudá-las a estimular sensorialmente a criança, além de brincar com ela no primeiro mês de vida.

Em toda sua metodologia, Fröebel deixa claro que é por meio da arte – canto, poesia, desenho, pintura, escultura – que o homem, desde a mais tenra idade tenta expressar-se. Sendo assim, ele faz parte de todas as culturas, devendo ser cultivada, pois a criança ao chegar à maturidade, mesmo não sendo um artista, poderá ser um contemplador da arte e do belo.

Toda essa contribuição fez de Fröebel o primeiro pedagogo da educação infantil, o primeiro a romper com a educação verbal e tradicionalista de sua época. Ele propôs uma educação voltada à sensibilidade, baseada na utilização dos jogos e materiais didáticos, que deveriam traduzir por si a crença em uma educação que atendesse a natureza infantil.

Diante deste contexto, no próximo item tratar-se-á a sobre a Educação Infantil no Brasil, mostrando como o trabalho desenvolvido por Fröebel chega ao Brasil por meio do trabalho desenvolvido por Emilia Ericksen, colaborando para o surgimento de uma nova e importante etapa, pois a criança pode desenvolver seu pensamento abstrato brincando com esses objetos e, assim, a construção do abstrato vai sendo elaborada gradativamente por meio do jogo.

http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/froebel-e-o-primeiro-jardim-de-infancia-942992.html

Perfil do Autor

Nascida no município de Telêmaco Borba -Paraná. Graduada em Letras/ Inglês. Especialista em Educação Especial e Psicopedagogia Clinica/institucional. Atua na área de Educação Especial e Educação Infantil.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

MATERIAL PEDAGÓGICO



A Faber-Castell, está disponibilizando um material excelente para professores focando nos processo de aprendizagem sem contudo, se identificar com disciplinas específicas, que é: Cartilha - E se o mundo fosse diferente?

Este material pedagógico está referendado com os objetivos da UNESCO para a Educação no mundo que está centrado nos quatro pilares do conhecimento que é: APRENDER A CONHECER, A FAZER, A CONVIVER, A SER. Estes pilares, se apoiam na educação para o longo de toda a vida.

Estes pilares é abordado no livro Educação: um Tesouro a Descobrir, Jacques Delors (1998) que aponta como principal conseqüência da sociedade do conhecimento a necessidade de uma aprendizagem ao longo de toda vida, fundamentada em quatro pilares, que são, concomitantemente, do conhecimento e da formação continuada.

Esta é uma síntese dos quatro pilares para a educação no século XXI Jacques Delors:

  • Aprender a conhecer – É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção permanentemente. É preciso também pensar o novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar.
  • Aprender a fazer – Não basta preparar-se com cuidados para inserir-se no setor do trabalho. A rápida evolução por que passam as profissões pede que o indivíduo esteja apto a enfrentar novas situações de emprego e a trabalhar em equipe, desenvolvendo espírito cooperativo e de humildade na reelaboração conceitual e nas trocas, valores necessários ao trabalho coletivo. Ter iniciativa e intuição, gostar de uma certa dose de risco, saber comunicar-se e resolver conflitos e ser flexível. Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas.
  • Aprender a conviver – No mundo atual, este é um importantíssimo aprendizado por ser valorizado quem aprende a viver com os outros, a compreendê-los, a desenvolver a percepção de interdependência, a administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum.
  • Aprender a ser – É importante desenvolver sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa e crescimento integral da pessoa em relação à inteligência. A aprendizagem precisa ser integral, não negligenciando nenhuma das potencialidades de cada indivíduo. Quem quiser pode acessar o site e baixar a Cartilha que tem várias dicas de como introduzir estes conceitos na sala de aula.

A Faber-Castell, está disponibilizando um material excelente para professores focando nos processo de aprendizagem sem contudo, se identificar com disciplinas específicas.

Este material pedagógico está referendado com os objetivos da UNESCO para a Educação no mundo que está centrado nos quatro pilares do conhecimento que é: APRENDER A CONHECER, A FAZER, A CONVIVER, A SER. Estes pilares, se apoiam na educação para o longo de toda a vida.

Estes pilares é abordado no livro Educação: um Tesouro a Descobrir, Jacques Delors (1998) que aponta como principal conseqüência da sociedade do conhecimento a necessidade de uma aprendizagem ao longo de toda vida, fundamentada em quatro pilares, que são, concomitantemente, do conhecimento e da formação continuada.

Esta é uma síntese dos quatro pilares para a educação no século XXI Jacques Delors:

Aprender a conhecer – É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção permanentemente. É preciso também pensar o novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar.

Aprender a fazer – Não basta preparar-se com cuidados para inserir-se no setor do trabalho. A rápida evolução por que passam as profissões pede que o indivíduo esteja apto a enfrentar novas situações de emprego e a trabalhar em equipe, desenvolvendo espírito cooperativo e de humildade na reelaboração conceitual e nas trocas, valores necessários ao trabalho coletivo. Ter iniciativa e intuição, gostar de uma certa dose de risco, saber comunicar-se e resolver conflitos e ser flexível. Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas.

Aprender a conviver – No mundo atual, este é um importantíssimo aprendizado por ser valorizado quem aprende a viver com os outros, a compreendê-los, a desenvolver a percepção de interdependência, a administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum.

Aprender a ser – É importante desenvolver sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa e crescimento integral da pessoa em relação à inteligência. A aprendizagem precisa ser integral, não negligenciando nenhuma das potencialidades de cada indivíduo.

FONTES: http://clubinhofabercastell.com.br/app/core/professores.html?area=0&id=30 http://www.educacional.com.br/articulistas/outrosEducacao_artigo.asp?artigo=artigo0056

CARNAVAL - 2011


O carnaval é uma das maiores, senão a maior, festa popular brasileira. Os desfiles das escolas de samba – famosos no Rio de Janeiro e em São Paulo – são, normalmente, a forma mais divulgada dessa comemoração. As principais atrações são os carros alegóricos, a bateria e o casal de mestre-sala e porta-bandeira. Entretanto, outras maneiras igualmente festivas, coloridas e movimentadas são observadas pelo país e é com base nessa variedade regional que a aula será desenvolvida.

Na Bahia, há o carnaval de rua que faz uso dos trios elétricos - caminhões imensos, cheios de luzes, que servem de palco para cantores e dançarinos. Sua função é animar o povo por onde passar, atraindo as pessoas para que sigam dançando e cantando atrás dele.

Em Natal, Maceió, Olinda (Pernambuco) e Recife, o carnaval de rua, com brincadeiras livres e espontâneas, caracteriza uma enorme confraternização popular. Em Olinda, o destaque fica por conta dos bonecos gigantes carregados pelos foliões, que lotam as ruas da histórica cidade. O casal de bonecos mais famoso é formado pelo Homem da Meia-Noite e pela Mulher do Meio-Dia. Olinda será a Capital Brasileira da Cultura no ano de 2006, projeto criado pela Organização Capital Americana da Cultura e que está sendo implementado no Brasil pela ONG Capital Brasileira da Cultura.

No Recife, as ruas também ficam repletas de pessoas que desfilam em blocos ou simplesmente dançam e pulam ao som do frevo; passistas dão shows em coreografias individuais, improvisadas e rápidas, com roupas coloridas e um acessório especial: uma pequena sombrinha. Muitos dançarinos e dançarinas mirins fazem verdadeiras manobras dançando o frevo.

Por fim, vale lembrar que o aprendizado e a vivência desta rica diversidade cultural brasileira podem ser mais atraentes e interessantes para as crianças se as atividades forem desenvolvidas sob a forma de projeto multidisciplinar, envolvendo o(a) professor(a) de música e também o(a) de educação física. Ao primeiro, caberá a escolha das músicas; ao segundo, a coreografia correspondente. Os alunos poderão se fantasiar livremente ou de modo a compor um bloco de frevo, usando os adornos apropriados. O mesmo vale para a formação de uma escola de samba, com seu carro alegórico temático. Outra opção é construir a maquete de um sambódromo com as crianças, estimulando a criatividade para a confecção de bonecos gigantes, bonecos de perna-de-pau ou mascarados. Toda forma de manifestação artística pode compor este cenário, pois o carnaval é símbolo de alegria, espontaneidade e criatividade. O trabalho em equipe gera cooperação e socialização, permitindo que cada aluno contribua, à sua maneira, em prol de um projeto coletivo.

Agora que você já tem um panorama das comemorações regionais do carnaval no Brasil, vamos às etapas da aula:

Atividades para a aula

• Reúna os alunos numa roda de conversa.

• Comece perguntando ao grupo quem conhece uma festa tão animada que dura 4 dias!

• De acordo com as respostas, esclareça que o carnaval é uma festa que promove brincadeiras nas ruas e em salões de clubes, animadas por muita música, dança e personagens especiais.

• Para ilustrar o que foi dito, mostre fotos (ou vídeos) de desfiles de escolas de samba, trios elétricos, concursos de fantasias, máscaras e quaisquer outras manifestações regionais brasileiras que representem a comemoração do carnaval, conforme descrito na apresentação.

• Em seguida, fale sobre as músicas dessa festa - o samba, o frevo, a marchinha. A aula ficará mais animada se as crianças puderem ouvir as diversas formas musicais, relacionando cada uma a um evento: desfile de rua, dança de frevo, baile de máscaras e de fantasias, trio elétrico.

• É interessante que a audição das músicas seja complementada e explorada na própria aula de música, com apoio do professor especialista. Ele saberá eleger as canções, indicando os instrumentos corretos e formando, quem sabe, uma bela banda musical carnavalesca.

• Depois de familiarizar a classe com sons e imagens, utilize as dicas fornecidas na apresentação da aula para dividir a classe em grupos, de acordo com o interesse das crianças e a faixa etária. Lembre-se que a divisão a seguir é apenas uma sugestão didática, podendo ser adaptada de acordo com sua intenção pedagógica. O importante é mostrar aos alunos a diversidade cultural brasileira durante a comemoração do carnaval.

• O grupo que representa o Rio de Janeiro poderá desenhar ou montar, a partir de sucata e massa de modelar, por exemplo, um carro alegórico (usando caixas de sapato ou garrafas PET) com tema escolhido pelas crianças (cuidados com o meio ambiente; animais em extinção, personagens do folclore brasileiro). Guaches e colas coloridas darão vida ao trabalho, enriquecendo seu acabamento.

• O grupo de São Paulo vai complementar o do Rio de Janeiro, selecionando o tipo de música que vai acompanhar o desfile. Possivelmente, neste momento, seja necessária a intervenção do professor da área.

• O grupo da Bahia montará um ou mais trios elétricos, usando sucata para montar cantores e dançarinos que ficarão sobre ele. Os trios podem ser enfeitados com confete e serpentina.

• O grupo de Pernambuco será encarregado de enfeitar a classe com sombrinhas de todos os tamanhos, bem coloridas. Se desejar, poderá representar dançarinas e dançarinos em ação, no frevo. Isto pode ser feito sob a forma de bandeirolas ou de painel. Aqui podem ser utilizados EcoLápis de cor, hidrográficas ou cola colorida.

• O grupo de Olinda fará bonecos de perna-de-pau usando sucata (palitos de sorvete com ponta arredondada), massa de modelar (como base de sustentação), cola colorida e guache. Particularmente, sugerimos que as crianças façam o Homem da Meia-Noite e a Mulher do Meio-Dia, elementos mais representativos do local e da festa. Aqui também podem ser feitas máscaras de ambos os personagens, criadas a partir do imaginário da criança.

Concluídas as etapas de elaboração das manifestações carnavalescas, é hora de comemorar o carnaval em sua sala de aula ou na quadra de esportes, já que estão previstas músicas para embalar as apresentações. Outras classes podem ser convidadas a participar, tal qual nos desfiles de rua.


Atividades complementares

• As crianças poderão levar CDs de música de carnaval, improvisando danças criativas, com indumentárias originais, inventadas ou recriadas por elas mesmas
.
• Você, professor, poderá escolher cuidadosamente algumas músicas carnavalescas tradicionais (ou não, desde que apropriadas à faixa etária) que permitam às crianças não apenas cantá-las, mas também desenhá-las ou até mesmo, dramatizá-las. Alguns exemplo são: Mamãe eu quero, Balancê, Aquarela do Brasil, A jardineira, Florisbela; Trem das onze ou Allah-lá-ô. Para conhecer mais músicas, visite o site Carnaval - História - ao chiado brasileiro: www.geocities.com/aochiadobrasileiro

Curiosidades

• Carnaval significa período anual de festas profanas, originadas na antiguidade e recuperadas pelo cristianismo. Inicia-se no Dia de Reis (Epifania) e acaba na Quarta-Feira de Cinzas, às vésperas da quaresma, o período de 40 dias que antecede a páscoa cristã.

• Alguns personagens marcam os festejos carnavalescos:

  • O rei Momo, gordo e fanfarrão, é o rei do carnaval e se originou da tradição dos bobos, que eram os encarregados de divertir os nobres das cortes portuguesas. Os alunos podem fazer desenhos envolvendo as atividades de desenhar, pintar, recortar e colar a partir de modelos encontrados em revistas, livros ou mesmo na internet para mostrar aos alunos.
  • A mesma atividade pode ser realizada para os personagens arlequim, o pierrô e a colombina que são personagens criados pela Commedia dell'Arte, um gênero de teatro italiano do século XVII e tornaram-se figuras sempre lembradas em letras de música e fantasias.

• O carnaval foi chamado de Entrudo por influência dos portugueses da Ilha da Madeira, Açores e Cabo Verde, que trouxeram a brincadeira de loucas correrias, mela-mela de farinha, água com limão, no ano de 1723, surgindo depois as batalhas de confetes e serpentinas.
Organizações e movimentos

Para complementar sua pesquisa selecionamos alguns sites importantes que tratam de assuntos relacionados:

Academia do Samba -
Oferece informações sobre escolas de samba, discografia, estudos acadêmicos sobre o carnaval, listas de debates, projetos de preservação do samba e outros serviços online

Organização Capital Americana da Cultura -

Organização Capital Brasileira da Cultura -

http://www.capitalbrasileiradacultura.org

FONTE:http://clubinhofabercastell.com.br/app/core/professores.html?area=4&id=37

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011